Olá,

Sou fisioterapeuta a 9 anos e trabalho em um hospital na minha cidade. Esta semana me deparei com uma situação e gostaria de uma opnião, uma ajuda.
Internou um paciente do sexo masculino, 28 anos, com quadro de hemiplegia a direita, foram realizados diversos exames, tomografica de cranio, rx, exames laboratoriais, e tudo normal, porem resolveram fazer tomografia da coluna que constatou uma discopatia degenerativa inicial nos niveis de C2 á C6, alteração de sinal intramedular com leve aspecto expansivo de C2 à C4 há possibilidade de sequela de insulto vascular isquemico (infarto). Apartir do 3 dia de internação iniciou a fisioterapia, e o paciente passou a ganhar movimentos leves, extensão de braço, flexão de quadril e perna abdução e adução de coxa, de extensão de pé (tornozelo), a minha duvida, o medico pediu para sentar o paciente, só q o paciente sente muita dores cervical e sendo assim gostaria de saber, neste caso você não acha que deveria estabilizar a coluna cervical? Qual tipo de manobras fisioterapicas posso estar atuando? Se puder me responder agradeço desde de já.

Rínia

 

Caso Clínico

13 ideias sobre “Caso Clínico

  • 9 de junho de 2009 em 17:45
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    Olá Rínia,

    Lendo o seu caso relatado e raciocinando, mesmo que a distância, o que imagino é que possa ter um comprometimento neurovascular. Obviamente o plexo braquial deve ter sido afetado pelos níveis citados, gerando déficit motor do membro superior com possíveis alterações de sensibilidade, parestesia, déficit de força muscular. Já o comprometimento vascular, pode ter ocorrido pelo fato da artéria vértebro-basilar entrar verticalmente ao nível de C6 e seguir até C2, portanto pode ter ocorrido uma diminuição do fluxo sanguíneo levando a um AVC, o que complicaria mais ainda os movimentos dos membros. Em relação ao permanecer sentado, acho que não seria o ideal, pois o paciente já se apresenta com dor e permanecendo sentado você terá a ação da gravidade piorando os sintomas (Mulligan aplicava grande parte das técnicas com descarga de peso em situações de dor localizada, provenientes de uma rigidez articular, o que não parece ser o caso). Aplique as técnicas com o paciente deitado, faça testes de insuficiência da artéria, teste de convergência dos olhos para ver se existe alguma contra-indicação a alguma manobra. Me passe maiores detalhes se puder. Se os sintomas forem muito agudos, uma tração cervical ajudaria ou uma mobilização em rotação (Maitland) oposta ao lado dos sintomas, caso não haja contra-indicações. Olhando pelo lado da osteopatia, você teria uma abordagem completa do paciente, avaliando e tratando todo o corpo através de técnicas estruturais, viscerais e cranianas, o que ajudaria muito. Espero manter contato contigo.

    Abraços,

    Dr. Felipe Feichas

    Abraços

  • 9 de junho de 2009 em 23:07
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    Obrigada pela atenção Felipe, tem como manter contato por outro meio, tenho preocupação com a integridade do paciente envolvido. Hoje fiz a indicação da osteopatia para o tratamento deste paciente, (não fiz esta especialização, porem tenho estudado pela internet sobre…), hj notei mais algumas alterações no meu paciente,dificulade em evacuar, foi retirada a sonda vesical, apos 2 horas teve q recolocar, vou fazer este teste indicado acima, e depois convessamos.
    Abraço

  • 10 de junho de 2009 em 00:13
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    Olá Rínia,

    Pelo o que parece, este paciente também apresenta comprometimento lombar. Realize o laségue e valsalva para ver se reproduz sintomas ou simplesmente peça-o para tossir, observe também a amplitude de elevação que começa a sentir o estiramento e a resistência do teste de laségue, caso não reproduza a dor, porém no estágio em que o paciente se encontra, com certeza irá referir sintomas. Caso haja comprometimento lombar, muitas das vezes deve-se a uma torção do sacro (base de funcionamento da lombar) e o mesmo ocorrerá dentro do crânio, apresentando torção da esfenobasilar, devido a dura-máter que está presente no crânio e sacro, portanto uma torção de sacro gera uma tensão na dura-máter torcendo também a esfenobasilar, daí temos a terapia crânio-sacra, devido essa ligação, portanto não tem como tratar um sacro sem tratar um crânio. Se houver torção dentro do crânio, ocorrerá alteração de ATM, coluna cervical e por aí vai, se desenvolverá toda uma cadeia. De acordo com a lei de LOVETT BROTHER, C1 se relacionará com L5, C2 com L4, C3 com L3 e assim por diante, assim como o crânio se relaciona com o sacro. É a lei das vértebras irmãs. Diante disso um paciente com dor cervical pode desenvolver uma dor lombar também. Não se esqueça nunca de avaliar a torácica que é a base da coluna cervical, caso a torácica não funcione adequadamente, a coluna cervical e lombar sofrerão consequências. Fazendo uma analogia, a torácica presente entre as escápulas seria como o sacro entre os 2 ilíacos. É uma região muito importante. Qualquer dúvida entre em contato novamente.

    Abraços,

    Felipe Feichas

  • 10 de junho de 2009 em 00:30
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    Obrigada Felipe

  • 11 de junho de 2009 em 23:46
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    Olá Felipe estou com receio de efetuar movimentos e ate msm alguns teste, pelo fato do diagnostico estar em aberto, receio esse de que possa com a movimentação piorar o quadro do meu paciente, hj consegui coloca-lo em pé demos 3 passos, a minha dificuldade maior é com o braçoos movimentos de flexão, não está tendo nem vestigios. Obrigada pela atenção. Abraços

  • 21 de junho de 2009 em 10:25
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    OLA DR.FELIPE, AINDA CONTINUO COM DUVIDAS,LEVEI OS EXAMES DELE PARA UMA AMIGO FISIOTERAPEUTA QUE ATUA NA OSTEOPATIA,AINDA NÃO TIVE RETORNO, POR ISSO VENHO MANTENDO UM TRATAMENTO Q M0NTEI E ELE VEM APRESENTANDO UMA BOA EVOLUÇÃO, JA ESTA DEAMBULANDO SOZINHO, OS MOVIMENTOS DE FLEXÃO DE MSD ESTÃO VOLTANDO AOS POUCOS, JA ESTA URINANDO E EVACUANDO SOZINHO, POREM A POSTURA É O QUE MAIS ME PREOCUPA NO MOMENTO,FICO COM RECEIO DOS ALONGAMENTOS NA CERVICAL DEVIDO A AREA AFETA ACIMA CITADA, PELA INTERNET VEJO ALGUNS CASOS SEMELHANTES ONDE O TRATAMENTO É CIRURGICO, VOCÊ JÁ TRATOU DE ALGUM CASO SEMELHANTE?
    CARO AMIGO OBRIGADA PELA ATENÇÃO
    UM ABRAÇO RINIA

  • 30 de junho de 2009 em 22:12
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    Olá Rínia,

    Desculpa a demora pela resposta. Não tive tempo de responder pra você. Estou com uma paciente com história de AVC, que coincidentemente entrou esta semana. Ela não apresenta história de degeneração discal, porém está com grande comprometimento do plexo braquial impossibilitando-a de realizar movimentos com o membro superior envolvido. Está tão comprometida, que apresenta fortes dores na região cervical anterior e a mão edemaciada. Deve-se evitar alongamento do membro superior em casos de compressão a nível cervical, pois corre-se o risco de “irritar” a inervação, desenvolvendo uma possível neurite e foi exatamente isso que ocorreu mediante a realização de outro tratamento anteriormente. Na primeira sessão já obtive grande alívio dos sintomas através da terapia craniana e mobilização cervical, possibilitando a realização de movimentos com o membro, os quais eram impossíveis. Apresenta também sintomas em membro inferior, vou revê-la esta semana ainda. Postarei mais sobre o caso. Em relação ao receio, é normal que tenha. Não sei o que você está realizando com ele, mas se está funcionando continue em frente.

    Abraços,

    Dr. Felipe Feichas

  • 19 de julho de 2009 em 23:54
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    Boa noite Felipe, tive um paciente com um quadro parecido com este seu, cuja algia na cervical anterior descobri q era a nível da faringe pois a mesma tinha grande dificuldade na deglutiçao (que aliviava na flexao da cervical) e as vezes seguida de dor, bem ,obtivemos uma boa melhora liberando o nervo vago mais a nível do forame jugular e muita manobra fascial para faringe.Q

  • 19 de julho de 2009 em 23:59
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    Boa noite Felipe, tive um paciente com um quadro parecido com este seu, cuja algia na cervical anterior descobri q era a nível da faringe pois a mesma tinha grande dificuldade na deglutiçao (que aliviava na flexao da cervical) e as vezes seguida de dor, bem ,obtivemos uma boa melhora liberando o nervo vago mais a nível do forame jugular e muita manobra fascial para faringe.Quanto ao caso da Rinia, quero parabeniza-la pelo excelente trabalho,a persistencia em direçao ao q esta dando certo é a chave mestra Rinia é isso aí colega!
    Grande abraço,

    Dra Ilma de Souza

  • 22 de julho de 2009 em 22:31
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    OBRIGADA PELO CARINHO E RESPOSTAS Q VC E A DRA ME DERAM, HJ MEU PACIENTE ESTA COM UNS 93% DE MELHORA, POREM AINDA TEM UMA PEQUENA DIFICULDADES EM ALGUNS MOVIMENTOS DE MEMBRO SUPERIOR, ESTOU SUPER FELIZ COM A RECUPERAÇÃO DO MEU PACIENTE, ELE VAI COMEÇAR A FAZER OSTEOPATIA DAQUI UNS 15 DIAS.
    OBRIGADA

  • 15 de setembro de 2010 em 00:23
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    Ola Dr. Felipe sou aluna de fisioterapia e recebir um caso clinico para elaborar uma sessão de massoterapia p esse paciente sendo q ela queixa-se de algia na cervical e lombar. Preciso identificar os pontos de tensão muscular em trapezio e romboides e identificar cada manobra e seu objetivo. Será que o Dr. me ajudaria?
    Preciso de um retorno ate dia 15/09 ok

    abraços

    Ana

  • 17 de novembro de 2015 em 15:36
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    Achei bastante importante esse assunto. Mano da hora chegou meu colch

  • 17 de março de 2016 em 11:12
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    Olá Dr Felipe, sou fisioterapeuta e trabalho com pilates há 10 anos. Li a respeito das vértebras irmãs mas não sei como devo proceder.
    Uma aluna apresenta cervicalgia com leve amortecimento em MS direito. Não sabe ao certo em que momento que isso ocorre. Possui tensão em trazézio, esplênio, esternocleido. Sente alívio durante as aulas, porém na sequencia apresenta fortes dores lombares. Eu ja havia escutado a respeito das vértebras irmãs, mas isso foge da minha competência.
    Como devo prosseguir? Encaminho para um osteopata?

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