A relação da
articulação sacroilíaca, estabilização muscular e
instabilidade lombo-pélvica
Journal of Bodywork and
Movement Therapies (2004) 8, 43–45
Introdução
A articulação sacroilíaca (SI) é a origem de muitos
problemas de dor lombar e não necessita de muita
justificação para esta dor especifica. A dor vinda da
articulação sacroilíaca tem sido provada ser a causa não
somente da dor lombar, mas também da dor na virilha e
coxa (Schwarzer et al., 1995). Esta distribuição e esta
palpação caudal delicada na espinha ilíaca
póstero-superior certamente indica que a dor é gerada
pela articulação sacroilíaca (Fortin, 1998).
Surpreendentemente, os testes ortopédicos tradicionais
não são muito confiáveis. O teste de movimento articular
palpável não são também confiáveis. Isto é uma hipótese
de que a dor lombo-pélvica possa ser devido a um
estiramento dos ligamentos da cintura pélvica e/ou da
ligação lombo-pélvica durante as atividades com carga
quando as cargas são transferidas entre a perna e o
tronco (Mens et al., 1996, 1999; Snijders et al., 1993).
Tem sido mostrado que esta insuficiência pode aparecer
devido a uma função pobre da estabilização muscular (O’Sullivan
et al., 2002). Isto é um problema em particular em
mulheres próximas do parto nas quais a dor pélvica
posterior é igual a uma desordem comum (Mens et al.,
2001).
Biomecânica clínica da articulação sacroilíaca
O mecanismo de auto-fechamento da pelve é chamado de
forma ou força de fechamento. A forma de fechamento é um
retrato da anatomia da articulação sacroilíaca,
principalmente a superfície horizontal, e promovem
estabilidade. Desafortunadamente, esta superfície
horizontal é vulnerável a forças de torção que podem
ocorrer durante a marcha. Um recente trabalho feito por
Pool-Goudzwaard et al. (1998) demonstrou como os
músculos, ligamentos e a fáscia tóraco-lombar ajuda na
estabilização pélvica, executando desta forma uma força
de fechamento. Isto é necessário durante a marcha quando
tem uma carga unilateral das pernas introduzindo uma
força em torção, e o sistema músculo-fascia-ligamentar é
requerido para estabilizar a pelve pela compressão da
articulação sacroilíaca.
O ligamento sacrotuberoso, ligamento sacrilíaco e dorsal
longo são responsáveis pela limitação da nutação e da
contra-nutação respectivamente. Uma tensão insuficiente
do ligamento irá diminuir a força de fechamento. Três
músculos profundos – transverso do abdômen, oblíquo
interno e externo são os componentes ativos do sistema
estabilizador da pelve. Os músculos profundos estão
descritos na tabela 1.
Avaliação
Provocar a dor, mobilidade e estabilidade da pelve devem
todas serem testadas. Os testes de palpação individual
dos movimentos não são confiáveis, mas quando a bateria
de testes confiáveis para sacroilíaca são usados juntos,
uma classificação válida para o paciente com disfunção
sacroilíaca pode ser feita (Erhard and Delitto, 1994).
Um novo teste de estabilidade chamado teste ativo de
elevação da perna estendida (TAEPE) foi descrito por
Mens et al. (1996, 1999). Este teste pode ser usado para
verificar a articulação sacroilíaca que é instável e um
re-teste pós-tratamento para determinar se o tratamento
é valido (ver Tabela 2). O teste ativo de elevação da
perna estendida (TAEPE) tem sido mostrado ser associado
a dor sacroilíaca pós-parto (Mens et al., 2001). Foi
perguntado ao paciente para apontar os defeitos em uma
escala de seis pontos:
Sem dificuldade=0
Pouca dificuldade=1
Alguma dificuldade=2
Bastante dificuldade=3
Muita dificuldade=4
Impossível de fazer=5
A escala de ambos os lados foi aderida, assim algumas
taxas de escalas vão de 0 a 10. A confiança da
mensuração do teste e do re-teste por Pearson’s
correlacionado com o coeficiente entre as duas escalas
do TAEPE uma semana após foi 0.87; o ICC foi 0.83. A
sensibilidade foi de 0.87 e a especificação foi de 0.94
(Mens et al., 2001). Foi mostrado que esta cinemática
alterada do diafragma e do assoalho pélvico estão
presentes naqueles em que tem o TAEPE positivo (O’Sullivan
et al., 2002).
A
adição de uma compressão manual através do ilíaco altera
a estratégia do controle motor (O’Sullivan et al.,
2002).
Tratamento
O
tratamento engloba recomendações, manipulações e
exercícios. Oferecer conselhos sobre a postura lombo-pélvica durante a posição sentada, em pé, marcha,
ao se levantar e atividades de carga. Em particular, dar
conselhos para evitar a posição sentada por muito tempo.
Também, a estabilização do cinto sacroilíaco pode ser
indicado até que o controle neuromuscular da postura é
reeducado sub-corticalmente. A manipulação ou a
mobilização do bloqueio da articulação SI possa ser
necessária. Outra terapias manuais ou terapias
semi-ativas podem ser consideradas, incluindo liberação
miofascial da fáscia lombo-dorsal e relaxamento
pós-isometria dos adutores, piriforme, isquiotibiais,
quadrado lombar, ílio-psoas, grande dorsal, eretor da
espinha ou tensor da fáscia lata. Os exercícios devem
ser focados na reativação dos músculos estabilizadores
intrínsecos profundos. O quadrado lombar, glúteo médio,
glúteo máximo e grande dorsal podem também requerer
treino de endurance. Em particular, o núcleo funcional
de treino de exercícios padrões para estabilidade em
movimento e posições similares às posições diárias, a
recreação e esporte, ou demanda ocupacional. Por
exemplo, empurrar, arremessar e movimentos de puxar.
Resumo
As articulações sacroilíacas são importantes origem de
dor e de atividades intolerantes. Forças de fechamento
da articulação sacroilíaca requer interação da
musculatura apropriada, ligamentos e fáscias. O TAEPE
pode ajudar a determinar se um tratamento especifico é
efetivo. Conselhos sobre a postura, apoio, manipulação
da articulação sacroilíaca junto com a terapia manual
relacionada com os músculos, fascias e exercícios chaves
para a estabilização são todos importantes componentes
na reestabilização da estabilidade lombo-pélvica.
Tabela 1- músculos profundos responsáveis pela força de
fechamento da articulação sacroilíaca.
Camada longitudinal profunda:
- Multífidos inseridos no sacro
- Porção profunda da fáscia tóraco-lombar
- Cabeça longa do bíceps com inserção no ligamento
sacro-tuberoso
Camada obliqua profunda posterior:
- Grande dorsal e glúteo máximo contralateral, camada
profunda do bíceps femoral
Camada obliqua profunda anterior:
- Peitoral, obliquo externo, transverso abdominal e
oblíquo interno
Outros músculos:
- Diafragma
- Assoalho pélvico
Tabela 2- Teste Ativo de Elevação da Perna Estendida (TAEPE)
-
Paciente em supino com as pernas 20 cm separadas
-Eleva uma perna ativamente 20 cm seguindo as instruções,
“ tenta elevar sua perna, uma depois da outra, sobre a
cama por 20 cm sem dobrar os joelhos”.
O teste é positivo se:
- A perna não poder se elevar
- Peso significante da perna
- Diminuição de força (o terapeuta devera acrescentar
resistência)
- Rotação ipsilateral significante do tronco
Melhora deve ser notada através de:
- Compressão manual sobre o ilíaco
- “Aperto” do cinto sacroilíaco ao redor da pelve
- Murchar o abdominal
Referências
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Altered motor control strategies in subjects with
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Pool-Goudzwaard, A., Vleeming, A., Stoeckart, C.,
Snijders, C.J., Mens, M.A., 1998. Insufficient
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Schwarzer, A.C., April, C.N., Bogduk, N., 1995. The
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Snijders, C.J., Vleeming, A., Stoeckart, R., 1993.
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Part I: biomechanics of self-bracing of the sacroiliac
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