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Joelho
História:
A paciente nos procurou relatando presença de dor em
queimação e fisgada na região ântero-lateral do joelho
há cerca de 8 meses (desde a intervenção cirúrgica para
correção de luxação patelar), que surge mediante
caminhada por volta de 20 minutos, tornando-a incapaz de
andar, sendo necessário um período de 5 minutos para o
desaparecimento completo dos sintomas. Relata dificuldades em
subir escadas devido à dor e queixa-se também de
limitação na flexão do joelho.
Exame Físico:
Ao exame físico foram constatados:
- Comprometimento do nervo femoral (Teste positivo,
reproduzindo dor no trajeto do nervo com ênfase nas
proximidades da área relatada). Não apresentou
hiperalgesia mecânica na palpação da área crítica do
nervo. Dermátomos, miótomos e reflexos normais.
Hipomobilidade das vértebras L2, L3, L4 (correspondentes
ao nervo femoral).
- Bloqueio do inominado (Ilíaco) em posterioridade.
Causa comum de dor referida em joelho, principalmente na
marcha, a qual a articulação sacroilíaca participa.
- O quadril apresentou discreta rotação interna, o que
poderia levar a um espasmo do tensor da fáscia lata e
conseqüentemente lateralização da patela.
- O
joelho apresentou hipomobilidade da articulação
tíbio-fibular,
déficit de propriocepção gerando instabilidade articular
e diminuição de força muscular (provavelmente devido ao
comprometimento do trato neural) comparados ao membro
sadio.
Tratamento:
1a sessão: Foram realizadas mobilizações acessórias nas
vértebras L2, L3 e L4 em 3 séries de 1 minuto utilizando grau IV e provocando apenas um desconforto
local. Em seguida apresentou 80% de melhora no teste do
nervo femoral em relação a dor, resistência e amplitude.
O inominado também foi submetido à mobilização em
anterioridade visando o maior mobilidade da articulação sacroilíaca, excluindo a possibilidade de dor referida
no joelho. Em seguida foram realizadas mobilizações em
Grau II na articulação tíbio-fibular.
2a sessão: A paciente
relatou ausência dos sintomas durante a atividade que
anteriormente os provocava. As vértebras lombares já não
apresentavam mais hipomobilidade e o teste do nervo
femoral apresentava-se normal. Articulação tíbio-fibular
foi mobilizada agora em grau IV com compressão. A
paciente foi orientada a realizar exercícios de propriocepção e fortalecimento,
para estabilização articular.
Duas semanas após ao tratamento, a paciente foi avaliada novamente e já
apresentava ganho significativo de estabilização e força
muscular. Os ganhos de mobilidade lombar e da
articulação tíbio-fibular se mantiveram. A paciente
recebeu alta neste dia.
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