|
Disfunção
Sacroilíaca
História:
A paciente WCS de 20 anos, relata presença de dor em
pontada, localizada e incomodativa na região da
articulação sacroilíaca direita há cerca de 3 meses. Não
se lembra de nenhum fato o qual tenha levado a estes
sintomas. A paciente não relata história de queda
sentada, onde levaria a concluir como fonte principal do
problema a articulação sacroilíaca.
Exame Físico:
Ao exame físico foram constatados:
-
Flexão e inclinação a
esquerda do tronco reproduzia sintomas pontuais na
articulação sacroilíaca, no final da amplitude;
- Exame
acessório da região lombosacral apresentava
hipomobilidade;
- Patrick-Fabere positivo;
- Teste
de abertura (gapping) da articulação sacroilíaca
positivo;
-
Thight thrust positivo;
- Teste
de Mens positivo, sugerindo instabilidade lombo-pélvica;
-
Fraqueza de multífidus, transverso abdominal e quadrado
lombar, músculos de grande importância na estabilização
lombo-pélvica;
-
Teste de Gillet positivo;
-
Downing = Bloqueio do inominado (ilíaco) em
posterioridade.
Tratamento:
1ª
sessão: A região lombosacral foi manipulada em rotação,
assim como a articulação sacroilíaca, levando o
inominado (ilíaco) para anterioridade. A paciente
apresentou grande melhora dos sintomas nos movimentos
ativos que se encontravam dolorosos. Foram introduzidos
exercícios domiciliares de estabilização segmentar.
2ª sessão: A paciente relatou grande melhora dos
sintomas, porém os sintomas ainda permaneciam durante os
movimentos ativos de flexão e inclinação a esquerda. As
articulações anteriormente manipuladas apresentavam
mobilidades normais. Foi decidido então somente
trabalhar os músculos responsáveis pela estabilização
segmentar, já que a paciente apresentava o teste de Mens
positivo, nos levando a crer em instabilidade
lombro-pélvica devido a confiabilidade do teste em
relação às pesquisas atuais.
3ª
a 5ª
sessões: A conduta foi mantida, realizando somente uma
sessão por semana, já que a paciente foi orientada para
o treinamento em casa. A paciente relatou ausência de sintomas
e já apresentava maior controle motor da região
acometida. Após a 5ª
sessão, recebeu alta e foi orientada a continuar com os
exercícios. |